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Audiência pública debate demora no atendimento a pacientes com câncer em Campos

Câmara Municipal de Campos dos Goytacazes. Yasmim Lima A demora no acesso ao primeiro atendimento de pacientes com câncer pelo Sistema Único de Saúde (SUS) ...

Audiência pública debate demora no atendimento a pacientes com câncer em Campos
Audiência pública debate demora no atendimento a pacientes com câncer em Campos (Foto: Reprodução)

Câmara Municipal de Campos dos Goytacazes. Yasmim Lima A demora no acesso ao primeiro atendimento de pacientes com câncer pelo Sistema Único de Saúde (SUS) foi debatida em uma audiência pública realizada na quinta-feira (25), na Câmara de Campos dos Goytacazes. O vereador Anderson de Matos (Republicanos) cobrou ações do Estado, apontou redução nas filas nos dias que antecederam o encontro e criticou a ausência de representantes da Secretaria Estadual de Saúde. A demora no acesso ao primeiro atendimento de pacientes com câncer pelo Sistema Único de Saúde (SUS) foi tema de uma audiência pública realizada na tarde de quinta-feira (25), na Câmara Municipal de Campos dos Goytacazes. 📱 Siga o canal do g1 Norte Fluminense no WhatsApp. Agora no g1 A audiência foi solicitada pelo vereador Anderson de Matos (Republicanos) e reuniu representantes da área da saúde, pacientes, familiares e autoridades para discutir os desafios enfrentados por quem aguarda diagnóstico e início do tratamento oncológico. Nos últimos meses, o parlamentar tem utilizado a tribuna da Câmara e as redes sociais para denunciar problemas enfrentados pelas Unidades de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Unacons), além da demora na regulação de pacientes pela Secretaria de Estado de Saúde e da defasagem da tabela do Sistema Único de Saúde (SUS), utilizada para remunerar procedimentos médicos. Durante a audiência, Anderson afirmou que, entre terça-feira (23) e quarta-feira (24), houve avanço na regulação de pacientes que aguardavam a primeira consulta especializada. Segundo o vereador, a fila da mastologia, que contava com 29 pacientes com câncer de mama, foi zerada após novos agendamentos realizados pelo Estado. Ainda de acordo com Anderson, os 12 pacientes que aguardavam atendimento em oncologia clínica também foram regulados. J á a fila para cirurgia geral, que tinha cerca de 80 pessoas, caiu para 35 pacientes. O parlamentar afirmou ainda que houve redução na fila da urologia. Apesar da diminuição das filas, Anderson disse que o problema ainda está longe de ser resolvido e criticou a ausência de representantes da Secretaria de Estado de Saúde na audiência pública. Segundo o vereador, 17 pessoas morreram enquanto aguardavam a regulação para o primeiro atendimento oncológico. Durante a audiência, ele responsabilizou a demora no processo de regulação pelas mortes. "Eu considero uma falta de respeito com o povo dessa cidade. Eu considero uma falta de respeito com as 17 pessoas que morreram. Essas pessoas não morreram por causa do câncer. O que matou essas pessoas foi a demora na regulação estadual", afirmou. O vereador também criticou o fato de a Secretaria Estadual de Saúde não ter enviado representantes para participar da audiência. Segundo ele, integrantes da pasta estiveram em Campos no dia anterior para tratar de questões relacionadas à judicialização da assistência oncológica, mas não permaneceram na cidade para acompanhar o debate promovido pela Câmara. Em uma publicação nas redes sociais, Anderson afirmou que "o diagnóstico de câncer não pode ser uma sentença de morte por causa da demora no atendimento" e defendeu maior agilidade no acesso ao tratamento. O que diz a Secretaria Estadual de Saúde O g1 entrou em contato com a Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro para questionar os dados apresentados durante a audiência, o motivo da ausência de representantes da pasta no debate e quais medidas vêm sendo adotadas para reduzir o tempo de espera de pacientes oncológicos na região. Até a última atualização desta reportagem, a secretaria não havia respondido. O espaço segue aberto para manifestação.